O episódio ocorrido na Escola Benedito Duarte, em Coelho Neto, onde um aluno foi ferido com arma branca por um colega, acabou ganhando contornos políticos após a atuação do vereador Samuel Aragão, que voltou a ser alvo de críticas pela forma como conduziu o caso.
Em vez de contribuir com responsabilidade diante de um momento delicado, o parlamentar teria optado por explorar a situação, utilizando a dor da família e a repercussão do fato para promover exposição política, comportamento que já vem sendo apontado por parte da população como recorrente e pouco produtivo.
Enquanto isso, a gestão do prefeito Bruno Silva atuou desde os primeiros momentos após o ocorrido. Segundo informações da administração municipal, o estudante recebeu assistência imediata por parte da direção da escola e foi encaminhado para atendimento médico em Caxias, com acompanhamento contínuo da equipe gestora.
Além do suporte institucional, a Prefeitura também prestou auxílio direto à família. Foi realizada transferência de recursos para uma tia do aluno, que acompanha o jovem durante o tratamento, e determinada assistência social aos demais familiares, incluindo entrega de alimentos e acompanhamento por parte da Secretaria Municipal.
A postura do vereador, no entanto, foi vista como oportunista por diversos observadores da cena política local, sobretudo por priorizar a exposição pública em vez da colaboração efetiva. Para muitos, a atuação tem se limitado a episódios de grande comoção, com discursos baseados na vitimização e no aproveitamento do sofrimento alheio.
O caso também reacendeu o debate sobre o papel do parlamentar municipal, que, segundo críticas populares, deveria atuar na fiscalização responsável e na proposição de soluções concretas para o município, e não apenas na exploração política de situações sensíveis.
Enquanto isso, a administração municipal segue acompanhando o estado de saúde do aluno e mantendo o apoio à família, reforçando que, diante de um fato grave, a prioridade deve ser a assistência e a responsabilidade, e não a politicagem.
O episódio, além de lamentável, expõe mais uma vez a diferença entre quem atua na resolução dos problemas e quem aposta na repercussão do sofrimento como ferramenta política.






