sábado, 21 de fevereiro de 2026

MA: Oposição faz “carnaval paralelo” de factóides em Coelho Neto


Enquanto a avenida pulsa ao ritmo momesco e o povo ocupa as ruas para celebrar o que muitos já chamam de o maior carnaval da região, um bloco bem peculiar resolveu desfilar fora do circuito oficial: o Bloco do Factóide. 



Formado por figuras conhecidas da oposição local, o grupo parece mais empenhado em produzir enredos fantasiosos do que em apresentar propostas concretas para a cidade.


Cláudio Furtado e a nostalgia seletiva


Ainda em processo de “luto eleitoral” após a expressiva derrota nas urnas de 2024, Cláudio Furtado decidiu inovar no quesito comparação improvável. Ao criticar o carnaval promovido pela gestão do prefeito Bruno Silva, o ex-candidato declarou que Coelho Neto deveria “oxalá” ter um prefeito como seu irmão, Flávio Furtado, gestor de Duque Bacelar.


A fala, recebida com espanto e boas doses de humor por moradores das duas cidades, rapidamente ganhou o status de “piada do ano”. A comparação exdrúxula ignora que o prefeito citado é, segundo críticas regionais, o único da microrregião investigado por suposta malversação de recursos públicos — um detalhe aparentemente inconveniente para o roteiro nostálgico do ex-candidato.


Samuel Aragão e o enredo previdenciário


No carro alegórico seguinte, surge o vereador Samuel Aragão, genro e fiel escudeiro político dos Furtados. Em um enredo digno de escola de samba de improviso, o parlamentar tenta transformar o Instituto de Previdência dos Servidores de Coelho Neto em palco de suspeitas, levantando factóides sobre a gestão financeira da entidade.


A performance dramática, segundo críticos, teria como objetivo manchar a imagem do governo municipal. O roteiro, no entanto, esbarra em um detalhe constrangedor: o sogro do vereador é acusado de dar calote no FAPEDUQ ao não pagar parcelamentos da dívida patronal e, posteriormente, enviar projeto ampliando o alcance do parcelamento para incluir contribuições descontadas diretamente dos salários dos servidores. Um enredo que, convenhamos, não parece combinar com o figurino de paladino da moralidade.


Estefane da Internet e a CPI do confete


Fechando o desfile, aparece Estefane da Internet, que após romper de forma considerada infantil com o prefeito Bruno Silva, agora acena com a criação de uma CPI para investigar recursos destinados a grupos carnavalescos e artistas contratados.


A proposta, vista por muitos como um “tiro no pé” político, soa menos como preocupação com a transparência e mais como tentativa de ganhar holofotes em meio ao brilho das alegorias. Afinal, nada chama mais atenção do que prometer investigar o confete enquanto a cidade dança.


O bloco que não empolga


Para analistas locais, a atuação da oposição tem seguido um roteiro previsível: criar polêmicas, amplificar suspeitas e apostar em comparações frágeis, tudo com o objetivo de angariar votos para candidatos sem raízes sólidas em Coelho Neto.


Enquanto isso, o eleitor parece mais interessado em saber quem apresenta propostas reais para a cidade — e menos disposto a aplaudir um bloco que, apesar do barulho, ainda não mostrou a que veio.


No fim das contas, entre tambores, serpentinas e discursos inflamados, fica a impressão de que o verdadeiro espetáculo não está no palco principal, mas no esforço quase infantil de transformar factóides em capital político. E, como todo carnaval, esse também passa — deixando apenas a ressaca das narrativas exageradas e a memória coletiva de quem realmente esteve ao lado do povo.

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