Se a ideia do vereador Samuel Aragão era bancar o fiscal número um da moralidade, o efeito acabou sendo o contrário.
O discurso saiu mais para barulho político do que para denúncia séria. E, convenhamos, quando alguém resolve apontar o dedo, o mínimo que se espera é que dê uma olhada antes para o próprio telhado.
Nos bastidores, o governo municipal resume a situação de forma simples: isso tudo não passa de chacota política. Factoide velho, requentado, daqueles que aparecem quando a oposição não tem muito o que mostrar.
Moralidade seletiva cansa
Samuel fala em certidão, em lisura, em investigação… mas parece esquecer que gente bem próxima a ele (o sogro e o senador) anda sendo citada em denúncias no Ministério Público, no Gaeco e na PF. Não é novidade para ninguém da região.
Como diz o povo: quem tem o rabo sujo não deveria sentar em cadeira branca.
Atira para um lado… e o tiro sai pela culatra
O vereador resolveu misturar Coelho Neto com problemas de outros municípios, como se tudo fosse a mesma coisa. Não é. E esse tipo de jogada é perigoso, porque quem atira sem mirar direito acaba acertando o próprio pé.
Ainda mais quando se anda cercado de figuras políticas que já passaram pelo radar da Polícia Federal — fatos públicos, noticiados, mas que parecem invisíveis para a oposição quando o assunto é conveniência política.
Quer informação? O caminho é simples
Se Samuel realmente quer saber sobre o contrato da Data Tech, não precisa de espetáculo nem de postagem dramática. É só fazer o básico: procurar o TCE. Lá está tudo — contrato, valores, pareceres, pagamentos. Tudo às claras. O que não dá é querer que a sua secretária faça o trabalho que é dele, enquanto o vereador parece mais ocupado curtindo as praias do Ceará do que cumprindo o mandato.
Muito discurso, pouco serviço
No fim das contas, o que fica é a velha sensação: sobra fala, falta trabalho. Quando a oposição não tem proposta, não tem ação e não tem resultado, apela para o barulho. E aí acontece o de sempre: quem tenta posar de fiscal da moral acaba deixando exposto que o problema não está onde ele aponta, mas bem mais perto do que gostaria de admitir.
Política também é isso: quem fala demais, às vezes acaba contando mais do que queria. Em resumo, Samuel tenta fazer do MP "bode expiatório" em mais uma tentativa de espalhar fake News, coisa que o vereador turista é campeão!

Nenhum comentário:
Postar um comentário