quarta-feira, 6 de maio de 2026

MA: Pedro Medeiros de ladeira a baixo: Justiça anula eleição da Câmara de vereadores de Afonso Cunha


Prefeito é apontado como possível articulador de manobra, e Justiça anula Ato que suspendeu a eleição da Câmara de Afonso Cunha.




A Justiça do Maranhão anulou o Ato 001/2026 que suspendeu a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Afonso Cunha, em abril deste ano, após identificar irregularidades. A decisão judicial atendeu a um pedido que questionava a legalidade do Ato, responsável por modificar o Regimento Interno da Casa Legislativa.


De acordo com informações que circulam nos bastidores políticos do município, a manobra que resultou na suspensão da eleição teria sido articulada com influência do prefeito Pedro Medeiros. A então presidente da Câmara, vereadora Júlia Rodrigues, utilizou o Ato que agredia o regimento interno para interromper o processo, o que gerou contestação judicial imediata.


Em decisão liminar, o juízo de primeira instância determinou a anulação do Ato e o prosseguimento da eleição ainda no mês de abril, com estrita observância das regras regimentais. A medida foi posteriormente derrubada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, tão somente no prosseguimento da eleição da Mesa Diretora, ainda no mês de abril, sob a relatoria do desembargador-presidente Ricardo Duailibe, consolidando o entendimento de ilegalidade na suspensão promovida.


Nos meios políticos locais, a iniciativa é interpretada como uma tentativa de garantir maior controle do grupo governista sobre a Mesa Diretora da Câmara, o que, segundo analistas, poderia reduzir o espaço de atuação da oposição no Legislativo municipal. Há também menções a possível violação do princípio da alternância de poder.


Outro ponto frequentemente citado por moradores e lideranças locais diz respeito à percepção de que a atual gestão seria influenciada por um ex-prefeito do município. Essa leitura popular sustenta a tese de um “governo laranja”, embora não haja confirmação oficial ou comprovação judicial dessa alegação. Ainda segundo relatos, um suposto rompimento entre o atual gestor e seu antecessor teria sido anunciado, mas parte da população considera o distanciamento apenas aparente.


Até o momento, não houve manifestação oficial do prefeito Pedro Medeiros sobre as decisões judiciais ou sobre as alegações de bastidores. A Câmara de Vereadores também não divulgou novo posicionamento acerca do processo eleitoral interno após a decisão do Tribunal.

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