segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

MA: Quem saiu da oposição virou inimigo: o caso Carlos Rodrigues em Coelho Neto


Dependesse da oposição de Coelho Neto, a cidade já estaria anunciada em placa de “vende-se”. 



E a corretora do negócio teria nome e sobrenome: Família Furtado. A ideia parece simples, quase didática: se Duque Bacelar foi “vendida” ao banco e ficou eternizada no buraco administrativo, por que não repetir a façanha com Coelho Neto? Para alguns, cidade boa é cidade hipotecada.


O problema é que Coelho Neto não é curral, nem extensão da famosa fazenda da Ana Maria. E muito menos ração para engordar gado político. A tentativa de transformar o município em propriedade privada já começa mal: deputados que mal sabem apontar Coelho Neto no mapa agora querem decidir o futuro de quem vive aqui. Convenhamos, nem o GPS ajuda tanto.


Cláudio Furtado, por exemplo, já não mora na cidade — aliás, dizem que nunca morou. Já o genro, Samuel Aragão, é figura conhecida, mas não exatamente pela presença no município. Costuma ser visto mais em praias, viagens e festas com paredão do que nos problemas reais da população. Quando o sogro aperta, aí sim surge um vídeo, geralmente recheado de versões alternativas da realidade, uma técnica importada diretamente das bandas da Ana Maria.


E assim segue a cartilha: quem não está com eles vira alvo. Não tem meio-termo, não tem diálogo, não tem maturidade política. A regra é simples, quase infantil.


A bola da vez atende pelo nome de Carlos Rodrigues. O “crime” cometido por ele foi imperdoável aos olhos da oposição: abriu os olhos! Viu a realidade, avaliou o cenário e decidiu caminhar ao lado do prefeito Bruno Silva. Pronto. Bastou isso para virar inimigo público número um.


Os mesmos que ontem chamavam Carlos de amigo, guerreiro e homem de coragem agora passam o dia espalhando prints, vídeos e áudios antigos nos grupos de WhatsApp. Tudo muito requentado, direto do freezer da campanha de 2024. Aquela mesma campanha que terminou de forma inesquecível: uma derrota histórica, com Bruno Silva abrindo quase 10 mil votos de vantagem sobre Cláudio Furtado.


No fim das contas, a pergunta que fica é simples: até quando a oposição vai insistir em viver de passado, reciclar derrotas e tentar vender o que não é seu? Coelho Neto não está à venda. E o povo, definitivamente, não aceita ser tratado como gado de fazenda alheia. Carlos Rodrigues é o cara!

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