O clima político e administrativo em Afonso Cunha tem sido marcado por insatisfação e incerteza após uma série de demissões de servidores vinculados à administração municipal.
Trabalhadores desligados afirmam que as exonerações vêm ocorrendo sem justificativas claras, atingindo inclusive pessoas consideradas aliadas do atual governo.
As críticas são direcionadas à gestão do prefeito Pedro Medeiros, que durante o período eleitoral defendia um discurso de união e afirmava que não promoveria perseguições políticas nem demissões em massa. Segundo relatos de ex-servidores, a prática adotada atualmente estaria em desacordo com as promessas feitas durante a campanha.
“Ele dizia que era o prefeito do amor, que não perseguiria ninguém. Hoje estamos vendo exatamente o contrário”, declarou um servidor demitido, que preferiu não se identificar.
Entre os desligados, o sentimento predominante é de revolta, insegurança e abandono. Muitos afirmam que dependiam exclusivamente dos salários pagos pela prefeitura para manter o sustento de suas famílias. Pais e mães de família agora enfrentam dificuldades para reorganizar a vida financeira e lidar com as incertezas sobre o futuro.
Nos relatos ouvidos, alguns servidores apontam que as demissões seriam reflexo de uma administração considerada desorganizada, marcada por dificuldades financeiras e problemas de gestão. Há ainda denúncias de suposta perseguição política interna, atingindo até pessoas que apoiaram o atual grupo político durante a campanha eleitoral.
Enquanto isso, cresce o clima de apreensão entre funcionários que permanecem na estrutura municipal, temendo novos desligamentos. Em meio à instabilidade, famílias inteiras vivem dias de angústia, sem saber como garantir despesas básicas como alimentação, aluguel e medicamentos.
Até o momento, a Prefeitura de Afonso Cunha não se pronunciou oficialmente sobre as críticas e as reclamações apresentadas pelos servidores demitidos.

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