A Prefeitura de Afonso Cunha, no Leste Maranhense, vive dias de pura incerteza e revolta popular.
O motivo é o recente anúncio de uma suposta “reforma administrativa na folha de pagamento” capitaneada pelo prefeito Pedro Medeiros.
O que deveria ser um ato de gestão transparente se transformou em um verdadeiro apagão de informações: o Portal da Transparência do município virou uma caixa-preta, escondendo quem foi exonerado, quais cargos foram extintos e o real tamanho do rombo ou da economia na folha do funcionalismo.
O silêncio institucional choca quem acompanhou a trajetória recente do gestor. Durante a campanha eleitoral, Pedro Medeiros subia aos palanques se proclamando o “candidato do amor”, prometendo acolhimento e valorização. Hoje, na cadeira do Executivo, o discurso ruiu. Ao aplicar uma canetada que desemprega pais e mães de família sem dar qualquer satisfação pública, o prefeito despacha o carinho da campanha e assume a postura de verdadeiro algoz dos servidores públicos municipais.
A manobra de ocultar os dados fere de morte a Lei de Acesso à Informação (LAI) e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Em uma cidade onde o emprego público é o principal motor da economia local, a população e o funcionalismo têm o direito constitucional de saber: quem saiu? Quem ficou? Quanto a prefeitura está gastando?
Enquanto o Portal da Transparência seguir desatualizado e maquiado, a tal "reforma" de Pedro Medeiros continuará sob a forte suspeita de perseguição política e severa incompetência administrativa. O espaço deste blog segue aberto para que o prefeito — ou o que restou de sua assessoria — explique onde foi parar a transparência e o "amor" prometidos ao povo de Afonso Cunha.


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