A divulgação de imagens do vereador de Coelho Neto, Samuel Aragão (PDT), usando relógios da marca suíça Rolex, avaliados em aproximadamente R$ 260 mil, provocou ampla repercussão nas redes sociais e no meio político maranhense
O caso ganhou destaque após publicação do blogueiro Domingos Costa, baseada em imagens disponíveis no perfil público do parlamentar.
Segundo a publicação, Samuel Aragão aparece, em uma postagem de 31 de outubro de 2023, utilizando um relógio Rolex Submariner Date "Starbucks" 41 mm, cujo valor de mercado é estimado em cerca de R$ 110 mil. Em outra publicação, de 16 de setembro de 2025, o vereador surge usando um Rolex Cosmograph Daytona Oyster 40 mm, avaliado em aproximadamente R$ 150 mil.
O blogueiro também menciona uma fotografia de 25 de julho de 2024, na qual o parlamentar aparece com outro relógio que aparenta ser da mesma marca. No entanto, devido à baixa resolução da imagem, não foi possível identificar o modelo, razão pela qual o item não foi incluído no levantamento.
A notícia gerou questionamentos principalmente em razão da incompatibilidade apontada entre o padrão de vida exibido e a remuneração do cargo de vereador. Atualmente, Samuel Aragão recebe salário bruto de aproximadamente R$ 8 mil mensais, valor que ainda sofre descontos legais. Até o momento, o parlamentar não apresentou esclarecimentos públicos sobre a origem dos recursos utilizados para a aquisição dos relógios ou sobre eventual declaração desses bens em seu patrimônio.
De acordo com a publicação, um questionário com três perguntas foi encaminhado ao vereador antes da divulgação da reportagem, mas não houve resposta.
Samuel Aragão é casado com a estudante de medicina Ana Flávia Furtado e é genro do prefeito reeleito de Duque Bacelar, Flávio Furtado.
O episódio ocorre em um momento de maior exposição política do vereador, apontado como pré-candidato a deputado federal. A repercussão também se soma ao desgaste enfrentado pelo grupo político ao qual pertence, que já foi alvo de investigações e controvérsias envolvendo a administração pública, circunstâncias que ampliam o interesse público por explicações sobre a evolução patrimonial de seus integrantes.
Nas redes sociais e em grupos de mensagens, a divulgação das imagens provocou reações de indignação e cobranças por transparência. Um ex-vereador de Coelho Neto manifestou a este blog sua insatisfação, classificando como incompatível a ostentação de artigos de alto valor por um agente público remunerado com recursos do erário.
Embora o uso de relógios de luxo não configure, por si só, qualquer irregularidade, a situação reforça a importância da transparência patrimonial por parte de agentes públicos, especialmente daqueles que exercem mandato eletivo e pretendem disputar cargos de maior representatividade. Até o fechamento desta matéria, Samuel Aragão não havia se pronunciado sobre o assunto.

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