A política do retrovisor
Por: Milton Vieira
Há fotos que valem mais do que mil discursos. Esta parece retratar um velho costume da política regional: reunir personagens conhecidos, alguns já rejeitados pelas urnas, para tentar manter viva uma narrativa que perdeu força diante da realidade.
Enquanto Coelho Neto discute obras, investimentos e serviços públicos, parte da oposição parece preferir investir em reuniões, fotografias e discursos contra a administração municipal. É a velha política do retrovisor: em vez de apresentar propostas para o futuro, passa o tempo olhando para quem está governando.
Não deixa de ser curioso que lideranças de outro município dediquem tanto esforço ao debate político de Coelho Neto. O interesse desperta perguntas inevitáveis: por que tanto empenho? O que motiva essa movimentação?
Na imagem, vê-se um grupo reunido. Em uma democracia, toda oposição é legítima. O problema surge quando a oposição parece sobreviver mais da crítica permanente do que da apresentação de soluções. Quem acompanha a política local certamente reconhecerá figuras que, em outros tempos, ocupavam espaços de destaque e hoje buscam recuperar relevância.
A política, porém, costuma ser implacável com quem vive apenas do passado. O eleitor observa, compara e, no momento certo, responde nas urnas.
No fim das contas, a fotografia pode até render boas legendas nas redes sociais. Mas foto não tapa buraco, não melhora escola, não reduz fila na saúde e nem resolve os problemas da população.
Talvez o maior desafio desse grupo seja descobrir que, para convencer o eleitor, é preciso oferecer mais do que poses para a câmera. Afinal, reunião rende fotografia; trabalho rende reconhecimento.
E, como ensina o bom humor popular, quando um álbum de figurinhas antigas se reúne para falar do presente, corre o risco de acabar virando apenas uma lembrança de um tempo que já passou. Afinal, tudo que o tempo corroe, ou vira lixo ou vira sucata.
Em tempo: vale à pena conferir o vídeo abaixo:

