Em Duque Bacelar, os festejos de São José, padroeiro do município, ganharam um ingrediente inesperado: o silêncio dos espectadores e a baixa presença de público em algumas apresentações artísticas.
Moradores teriam encontrado uma maneira nada convencional de demonstrar insatisfação com a gestão municipal. Em vez de vaias, protestos ou discursos inflamados, a estratégia teria sido simplesmente não comparecer em grande número às atrações anunciadas para a programação festiva.
E aí surgiu uma cena curiosa: artistas contratados por valores considerados elevados se apresentando para um público bem menor do que o esperado. Uma espécie de “show particular” — só faltando o cachê combinar com o tamanho da plateia.
O episódio ocorre em meio à repercussão do fechamento do Centro de Imagens do município, situação que gerou questionamentos entre moradores. Segundo relatos, a retirada de equipamentos do local teria provocado indignação e alimentado críticas à administração municipal.
Nas redes sociais e nas conversas pelas ruas, a pergunta que permanece é simples: se há dinheiro para atrações caras durante os festejos, por que a população estaria enfrentando dificuldades para contar com serviços considerados essenciais?
Analistas políticos ouvidos informalmente avaliam que a baixa participação popular pode ser interpretada como uma forma silenciosa de manifestação. Afinal, quando o público recebe o convite para a festa e decide ficar em casa, talvez esteja enviando uma mensagem que dispensa microfone e carro de som.
No fim das contas, Duque Bacelar parece ter criado uma nova modalidade de protesto: o “não comparecimento popular”. E, nesse caso, a ausência pode estar falando mais alto do que qualquer discurso.

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