domingo, 16 de agosto de 2026

Seca aperta o cerco em Duque Bacelar: comunidades rurais cobram água enquanto festas movimentam recursos públicos


Moradores dos povoados Paissandu e Bom Gosto relatam meses de escassez e questionam falta de ampliação da rede de abastecimento

O período de estiagem tem agravado as dificuldades enfrentadas por moradores da zona rural de Duque Bacelar, no Maranhão. Nos povoados Paissandu e Bom Gosto, comunidades relatam que convivem há meses com a falta de água e pedem providências do poder público municipal para amenizar a situação.

Segundo os relatos, existe um poço artesiano em funcionamento na região, mas a estrutura estaria sendo utilizada exclusivamente para abastecer uma escola. A água, conforme os moradores, não chega às residências porque a tubulação necessária para ampliar o abastecimento não teria sido instalada.

A situação também preocupa famílias que precisam garantir água para a criação de animais. Em meio à estiagem, o acesso ao recurso se torna ainda mais importante para o consumo doméstico e para a manutenção das pequenas criações existentes nas comunidades.

Os moradores afirmam que já fizeram apelos à administração municipal em busca de uma solução, mas dizem que, até o momento, não receberam uma resposta capaz de resolver o problema. A cobrança é para que a prefeitura avalie alternativas emergenciais e providencie a extensão da rede de abastecimento, permitindo que a água disponível no poço também possa chegar às famílias.

Água é prioridade, dizem moradores

A reclamação ganha força justamente em um período de seca, quando os efeitos da falta de chuvas tornam o acesso à água ainda mais difícil em diversas comunidades rurais do Maranhão.

Enquanto famílias da zona rural enfrentam dificuldades para conseguir água, moradores também questionam a destinação de recursos públicos para eventos festivos e contratação de atrações artísticas. A crítica não é necessariamente à realização das festas, mas à prioridade dada aos gastos diante de demandas básicas ainda pendentes nas comunidades.

O contraste levantado pelos moradores é direto: de um lado, existe um poço artesiano e, segundo eles, água disponível para uma unidade escolar; de outro, famílias e animais permanecem dependendo de soluções alternativas para ter acesso ao recurso.

A situação descrita em Paissandu e Bom Gosto agora coloca uma pergunta no centro do debate municipal: se existe água e existe uma comunidade precisando dela, por que a estrutura ainda não foi ampliada para atender também as residências?

Até o fechamento desta matéria a Prefeitura de Duque Bacelar não havia se manifestado sobre as reclamações ou se existe projeto ou previsão para ampliação da rede de abastecimento. Também não esclareceu ainda quais medidas estão sendo adotadas para atender as comunidades durante o período de estiagem.

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