sexta-feira, 15 de março de 2019

FILHOS DO CAPITALISMO E DA GLOBALIZAÇÃO

FOTO: Reprodução

Ontem (14), durante horas, estava eu navegando na internet em busca de repostas aos por quês daquele massacre numa escola de ensino médio, em Suzano/SP, e que resultou na morte de oito pessoas indefesas.
Em um dos acessos localizei um artigo intitulado: O JOVEM CONTEMPORÂNEO, publicado em 07 de Julho de 2012, por Erika Santos.
Segundo Erika (e eu acredito piamente), esse comportamento contemporâneo é um reflexo do mundo moderno, que com suas características interfere diretamente no modo de agir, de pensar e falar dessa juventude. Do ponto de vista da globalização e consequentemente da expansão do capitalismo, independente da sua condição social, todos são afetados.
Os jovens de baixa condição financeira sofrem com as mazelas da globalização, vivendo nas periferias, sem acesso a boa educação, ao emprego, a saúde. Vulneráveis as drogas e a todas as formas de violência, são diretamente afetados por sua condição social. Geralmente são oriundos de uma estrutura familiar fragmentada, quando muitos são filhos de mãe solteira, que precisa sair para trabalhar, deixando o filho sozinho. Outros têm no pai a figura de um homem ausente ou violento.  Estes pais nada mais são do que vítimas que geram vítimas do sistema.
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Este quadro social é refletido na vida escolar desses jovens, que muitas vezes não se interessam em estudar, não têm perspectiva de futuro ou de ascensão social. Quando frequentam a escola expõem ali o fruto da sua vivencia pessoal, apresentando perfis de violência, depressão e sentimento de revolta. Vistos de forma negativa e inferior pela sociedade, não encontram na escola o apoio que já é nulo na família, diante dessa realidade buscam no mundo do crime um refúgio e um modo de sobrevivência.

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Os poucos que idealizam um futuro promissor, melhores condições de vida e obtêm na família o apoio necessário para se tornar um cidadão ciente dos seus direitos e deveres, encontram no seu caminho inúmeras barreiras e poucas oportunidades. Diante das dificuldades alguns acabam desistindo e aceitando sua condição, outros com muito esforço seguem em busca do que almejam.
Analisando os jovens com boas condições financeiras, é perceptível que estes também são afetados pelo modo de vida do mundo moderno, onde tudo se encontra ao seu alcance: a boa vida, o carro importado, as viagens, as drogas, a violência, a AIDS, a depressão.
Esses jovens têm acesso a uma educação de qualidade, acesso à saúde privada, frequentam os lugares da alta sociedade, tem prestígio, podem conseguir ótimos empregos, fazem parte da elite. Sua estrutura familiar é planejada, com pai, mãe, babá... E é esta última quem geralmente acaba sendo o referencial familiar destes jovens, porque os pais estão ocupados demais aumentando suas riquezas e servindo ao capitalismo.
É irônico como as coisas se misturam e se confundem: a babá que geralmente mora na favela, que não tem tempo para sua família e que deixa seu filho na creche, acaba sendo o referencial familiar do jovem de classe média que tem os pais ausentes. Sem o apoio familiar o jovem fica depressivo, perde o rendimento escolar, se afasta da sua vida em sociedade e torna-se vulnerável ao mundo das coisas ilícitas.
Fica clara a compreensão de que o jovem depressivo, desmotivado, vulnerável, rebelde, não é aquele jovem filho de mãe solteira, que mora na favela e estuda em escola pública. Nem o jovem filho do pai rico, que paga a escola particular e todos os seus caprichos. 
Esse é o perfil do jovem moderno, filho do capitalismo e da globalização, vítima de um sistema que desestrutura a família e afasta as pessoas, aumentando gradativamente o sentimento individualista.
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A proposta é fazer com que o leitor reflita sobre essa realidade. Temos que admitir que a família brasileira é uma instituição falida e que o Estado é corresponsável. Isto ficou ainda mais evidenciado no caso dos assassinatos em Suzano.
Apesar disso, acredito que ainda haja tempo para a reconstrução.





quarta-feira, 13 de março de 2019

MA: BLOQUEIO DO FPM É CULPA DA GESTÃO ANTERIOR


MA: Bloqueio do FPM é culpa da gestão anterior
Mais de 50 por cento dos municípios do Estado vivem esse drama, patrocinado por prefeitos anteriores, os quais, no afã de prejudicarem seus sucessores, negociaram dívidas faraônicas com o governo federal nos últimos meses de gestão.
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Panorama
A basilar irregularidade verificada está no fato de os municípios descontarem a contribuição do salário do servidor e não repassá-la ao governo federal, para a regularização e acompanhamento do Regime Previdenciário.
A situação é considerada muito grave porque o valor arrecadado nas contribuições dos servidores precisa ser pago de forma integral e muitas vezes o gestor não faz o repasse ao Ministério, contraindo dívidas altas quando somadas à contribuição patronal. 
Inconteste, os prefeitos, que são os responsáveis pelo recolhimento das contribuições, não repassam os valores confiando no benefício de parcelamento.
De quem é a culpa
No caso atual, os problemas se acentuaram devido o irresponsável parcelamento de uma dívida com o INSS no valor de R$ 34 milhões, contraída durante os oito anos do governo Soliney Silva, a qual, impiedosa e irresponsavelmente foi negociada em parcelas mensais de R$ 600 mil, depois de sacar os recursos da previdência municipal, antigo FAPEM.

Os vereadores daquela legislatura também têm superlativa culpa nisso. Eles sabiam – ou pelo menos deveriam saber – que aquela atitude do prefeito era muito negativa para o município. Mesmo assim, não fizeram nada para impedi-lo, embora pudessem fazê-lo.

Efeitos

Lamentavelmente, a população é quem sofre os efeitos negativos da irresponsabilidade administrativa de gestores e vereadores gananciosos, maldosos, desonestos e desumanos.

Não é que eu queira dramatizar, mas, por trás da “boa vida” destes está um rio de sangue e lágrimas, fome, doença, desespero e amargura.

Todavia, o município tem a obrigatoriedade de investir 10 por cento do Fundo de Participação (FPM) na Saúde e mais 25 por cento na Educação.

Os recursos ora bloqueados, portanto, poderiam muito bem estar servindo para o pagamento em dia de servidores, fornecedores, recuperar estradas vicinais para circulação do transporte escolar e de ambulâncias, recuperar logradouros urbanos, ou ainda, melhorar o funcionamento das unidades de saúde.

Como não se indignar com a crueldade dessas pessoas que a vida inteira se aproveitaram da hospitalidade e generosidade do povo para lhes roubar a consciência?

De braços cruzados

O que se observa é que, assim como na legislatura anterior, os vereadores continuam de braços cruzados para o problema. Talvez pelo fato da maioria deles ter dado aval para o impiedoso parcelamento. Também é notório o entra e sai de vereadores na prefeitura tratando de interesses pessoais sem ligar para os que dependem direta e indiretamente do desbloqueio desses recursos.

Enquanto isso, a imprensa patrocinada pela Câmara “senta a ripa” no governo, fazendo valer o projeto dos que almejam a prefeitura a qualquer custo. Parecem mesmo concordar que o povo é deprimente, um estorvo, como descreveu Fernando Veríssimo em sua obra O POVO.


REFERÊNCIAS:
opopular.com
portalodia.com





sexta-feira, 8 de março de 2019

MA: CÂMARA DE COELHO NETO TEM NOVO CORREGEDOR

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O vereador Osmar Aguiar/PT foi indicado pelos colegas de parlamento para Corregedor daquela casa legislativa.

O parlamentar presidiu a Câmara durante o primeiro biênio de gestão do prefeito Américo de Sousa/PT.

Compete ao corregedor zelar pelo decoro parlamentar, a ordem e a disciplina no âmbito da Câmara Legislativa, realizar investigação prévia de qualquer fato que represente infração ao Código de Ética e Decoro Parlamentar e inspecionar, periodicamente, os processos referentes ás proposições apresentadas na Casa.

Ao que tudo indica, Osmar Aguiar vai ter trabalho. Caso queira, poderá, de imediato, investigar o caso da “Farra das Diárias”, episódio recente, sob a responsabilidade do atual presidente Marcos Tourinho/PDT, o qual, em pleno recesso do parlamento, beneficiou a si e mais seis vereadores, quando da participação desses na posse dos deputados estaduais, ocorrida no dia 1º de fevereiro deste ano, em São Luis.

Esse tipo de investigação é cabível, constitucional e conveniente, vez que pesa nas atribuições do Corregedor Legislativo o zelo pelo decoro parlamentar, a ordem e a disciplina no âmbito da Câmara, além da investigação prévia de qualquer fato que represente a infração ao Código de Ética, bem como inspecionar, periodicamente, os processos referentes às proposições apresentadas pela Casa. 

Resta saber se Osmar Aguiar terá realmente coragem para enfrentar a atual e famigerada Mesa Diretora.

MA: PREFEITO DE COELHO NETO INDICA NOVO LÍDER NA CÂMARA


O vereador Luiz Ramos/PSD agora será substituído pelo seu colega de bancada vereador Reginaldo Jansen/MDB.
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O Líder do Governo é o porta-voz da bancada e o intermediário entre esta e os órgãos da Câmara Municipal. Além disso, é papel do Líder do Governo ser o porta-voz do Executivo nos trabalhos do Legislativo.

No ofício encaminhado ao presidente da Casa Marcos Tourinho/PDT, o prefeito Américo de Sousa/PT enalteceu a atuação do vereador Luiz Ramos na liderança do governo durante o primeiro biênio da sua gestão, reconhecendo os seus esforços: “... obrigado pelos relevantes serviços prestados ao município de Coelho Neto, na liderança do nosso governo, nesses dois anos iniciais da nossa administração. Obrigado pela dedicação e empenho, pois o seu esforço foi, e é, fundamental para que os nossos objetivos fossem alcançados”, apesar do nosso gripo é o que diz a mensagem.

A partir de agora, o vereador Reginaldo Jansen será o responsável pela defesa dos interesses da administração pública, onde terá que conviver com o grupo da oposição, responsável pela derrota do vereador Osmar Aguiar à reeleição da Presidência do Parlamento Municipal.

MENSAGEM DO PREFEITO JORGE OLIVEIRA POR OCASIÃO DO DIA DAS MULHERES

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Em nome da minha esposa, mulher guerreira, competente e fiel; também em nome das mulheres da minha família e das excelentes profissionais e servidoras públicas da nossa administração, quero enaltecer todas as mulheres que esta mensagem puder alcançar, pelo seu dia!

Aproveito o momento para reconhecer luta interminável das mulheres por sua emancipação, o que significa a luta pela libertação de todo o povo. Todas as mulheres merecem respeito, independente de cor, sexo, religião e opção sexual.

Não poderia deixar de transmitir-lhes minha indignação a todo tipo de violência contra a mulher. É urgente a necessidade de compromisso das instituições no combate a essa cultura.

A violência contra a mulher abrange a violência física, sexual e psicológica, no âmbito da família ou fora dela ou em qualquer relação interpessoal. É cometida por qualquer pessoa e perpetrada ou tolerada pelo Estado ou por seus agentes, onde quer que ocorra. 

Aproveitemos, pois, o momento para refletirmos a realidade da mulher na nossa sociedade.

Viva o amor!
Viva a liberdade!
Viva as mulheres!

Jorge Oliveira - Duque Bacelar (MA).



ESTIMA-SE QUE MAIS DE 100 MIL MENINAS
acreditam que, na prática, as meninas e os meninos não tem os mesmos direitos. No entanto, todas as crianças têm direitos iguais e merecem respeito independente do gênero!


quinta-feira, 7 de março de 2019

MA: DUQUE BACELAR DEIXA DE REALIZAR O CARNAVAL PARA PRIORIZAR SERVIÇOS PÚBLICOS


MA: DUQUE BACELAR DEIXA DE REALIZAR O CARNAVAL PARA PRIORIZAR SERVIÇOS PÚBLICOS

A decisão de não realizar o Carnaval foi uma demonstração de que o prefeito Jorge Oliveira/PCdoB não usa máscara.

 
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A realidade financeira do município não é diferente da realidade dos 217 municípios maranhenses que foram alertados pelo Tribunal de Contas do Estado/TCE e pelo MPE sobre cuidados que devem ser observados ao promover festividades financiadas com recursos públicos.

O gestor tem evitado excesso de gastos com contratações e assegurando o equilíbrio das contas públicas, conforme o preconizado na legislação vigente, no sentido de conter e racionalizar as despesas no âmbito da Prefeitura.

Isto não significa que o gestor tenha desconsiderado a importância cultural e tradicional do carnaval. No entanto, o momento exige a priorização das ações que beneficiem uma maior camada de munícipes.

Sem dar qualquer importância às críticas da oposição, Jorge Oliveira primou pela melhor distribuição dos serviços públicos. Isto é compromisso com a população.

O exercício do mandato para gestores probos exige, em momentos dessa natureza, atitudes responsáveis e corajosas.  





sexta-feira, 1 de março de 2019

O FALSO PASSAPORTE DA ALEGRIA

Foto: Reprodução


Nada contra o carnaval. Até já brinquei muito. Meus carnavais foram marcados pelos metais em clubes, ao ritmo das inesquecíveis marchinhas, e no animadíssimo “bloco dos sujos”. Não tinha esse negócio de prévias nem blocos de tudo quanto é nome.

Contudo, por trás de toda a aparente alegria e diversão que alguns acreditam proporcionadas pela festa de Momo, cheguei à conclusão de que a maioria das pessoas não gosta de carnaval, até porque não consegue se reconhecer nela. Daí o equívoco em se afirmar que o carnaval é uma “festa popular”.

Generalizadamente, o carnaval virou negócio lucrativo para os mais espertos. Isso pode ser constatado no preço dos abadás, dos camarotes vip’s, dos ingressos e dos bailes privados. É como se o direito de ser feliz pertencesse somente aos que têm dinheiro.

Há pouco tempo, a maioria dos blocos era custeada pelo poder público. Isso mudou. Ainda bem! Mesmo assim, milhões de reais ainda são gastos com mega estrutura para “divertimento do povo” durante a suposta festa democrática.

Piedade! Por trás da cortina desse circo está uma população faminta, desempregada e doente.

Não me tomem por um revoltado com o carnaval. Não, não o sou. Porém, fico embravecido quando vejo uma estrutura de saúde sendo disponibilizada no carnaval para atender alcoólicos e valentões, promotores de brigas e quebra-quebra.

Onde está essa estrutura quando se precisa socorrer um trabalhador, uma trabalhadora, um idoso que precise ser examinado, uma gestante ou um filho doente?

Durante o carnaval o efetivo policial é ampliado, pois a ordem precisa ser garantida! Mas, no dia a dia, as pessoas não podem exercer o sagrado direito de ir e vir porque falta segurança.

Cínicas são as justificativas: Ah, o carnaval é extraordinário! A economia gira a todo vapor! Os barezinhos vendem mais latinhas de cervejas, o rapaz do espetinho triplica o lucro, e por aí vai... 

Carnaval é só prejuízo.

Imagine os gastos do estado com o socorro de vítimas do trânsito durante o carnaval!? E os milhões que são gastos com ressarcimentos por causa desses acidentes!?

Para mim o carnaval já prestou... faz tempo.