terça-feira, 20 de março de 2018

REUNIÃO ENTRE PROFESSORES E PREFEITURA DE DUQUE BACELAR (MA) TERMINA SEM ACORDO

Foto: Reprodução

Uma comissão de diretores sindicais dos professores daquele município esteve reunida na manhã de hoje com representantes do governo municipal na tentativa de um acordo que pudesse efetivamente pôr um fim ao impasse em torno da carga horária de sessenta minutos por hora aula na rede municipal de ensino.
Na verdade, o que os professores pretendem mesmo é que tudo continue como antes, ou seja, 20 (vinte) horas aulas por semana, sendo 13.33 horas em sala de aula e o restante em atividades extraclasse.
Aliás, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, Lei 9.394/96) reserva a professores da rede pública período para estudo, planejamento e avaliação dentro da carga de trabalho, sem delimitar o tempo de jornada dessas atividades.
Atualmente, a maioria dos municípios maranhenses ignora essa regra tão fundamental pela qual se reconhece que o trabalho de ensinar e o de educar não se limita ao contato com os estudantes em sala de aula, afinal valorizar não está ligado apenas à remuneração. Valorizar é dar condições para que os educadores tenham bagagem pedagógica que acompanhe as novas tecnologias.
O fato é que a reunião acabou sem que houvesse consenso. O impasse continua.
Na quinta-feira a categoria vai marcar uma assembleia para rediscutir a situação e decidir novas ações em torno do problema. Os líderes sindicais já se articulam no sentido de pautar a possível judicialização da matéria, inclusive a cobrança dos 45 dias de férias, do retroativo e permanência das crianças na escola até às 11h15min sem merenda escolar.

Fuzuê no Supremo Tribunal Federal


Um dia inesquecível
Sessão no Supremo Tribunal Federal (Rosinei Coutinho/SCO/STF/Divulgação)

Tudo que os ministros do Supremo Tribunal Federal pretendiam acertar em reunião marcada para hoje a respeito do destino de Lula, ficou praticamente acertado, ontem, por meio de troca de mensagens entre a maioria deles. Foi um dia e tanto!
Começou com o ministro Gilmar Mendes dizendo em São Paulo que estudaria “com muito cuidado” a concessão de um pedido de habeas corpus que beneficiaria Lula e demais condenados pela Lava Jato. O ministro foi alvo de protestos e de tomates jogados sobre seu carro.
O dia acabou com Gilmar negando o pedido por considerá-lo “amplo demais”, e com a ministra Cármen Lúcia concedendo uma nova entrevista para reafirmar sua decisão de impedir que o tribunal volte a discutir a prisão de condenado em segunda instância da Justiça.
Rolou muita coisa entre o início e o fim do dia. Cármen chegou a admitir que poderia levar o comportamento de Gilmar a exame do Conselho Nacional de Justiça se ele concedesse o pedido coletivo de habeas corpus apresentado por um grupo de juristas cearenses.
Pois um medida dessas revogaria, na prática, todas as decisões tomadas pelo Supremo até aqui no âmbito da Lava Jato. Seria a desmoralização do tribunal, e isso ela não permitiria. Um interlocutor frequente do ministro Luís Roberto Barroso previu que a reação dele seria outra.
Se Gilmar acatasse o pedido de habeas corpus, Barroso, como relator do processo movido pela deputada Maria do Rosário (PT-RS) contra o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) que a ofendeu mais de uma vez na Câmara, daria um jeito de apressar o desfecho do caso.
Bolsonaro corre o risco de ser punido. Mesmo que seja com uma pena branda, de prestação de serviços sociais, isso poderá lhe trazer enorme prejuízo eleitoral. A eventual punição dele, somada a uma eventual não punição de Lula, provocaria um barulho político infernal.
Não parou por aí. Aos ministros inclinados a acabar com a prisão em segunda instância por meio do julgamento de outro recurso impetrado em favor de Lula, Cármen informou que, se ninguém pedisse, ela pediria vista do processo, engavetando-o por um longo tempo.
Cármen não precisará pedir. Outros ministros estão dispostos a pedir. Mas como o tribunal costuma pensar primeiro na própria imagem, é possível que acabe por não deliberar a respeito, deixando tudo como está. O mandato de Cármen na presidência do Supremo termina em setembro.
Vem por aí o ministro Dias Toffoli, que assumirá o lugar dela. Todo cuidado será pouco.
Blog NOBLAT

segunda-feira, 19 de março de 2018

ÔNIBUS ESCOLAR DE COELHO NETO (MA) PARA NO MEIO DA RUA POR FALTA DE COMBUSTÍVEL

Foto: Reprodução
Mesmo tendo licitado mais de 5 milhões de reais para a compra de combustíveis, a prefeitura de Coelho Neto não consegue prestar um serviço eficiente no transporte escolar. 

Como se não bastasse o sucateamento da frota, ônibus param no meio da rua por falta de combustível. Uma vergonha! Em alguns casos, os motoristas recorrem ao carote para sair do "prego". Seria esta a Educação que realmente queremos?

Procuramos respostas para este questionamento, mas nem a Secretaria da Educação nem a Prefeitura atenderam nossas ligações.

sexta-feira, 16 de março de 2018

IMPASSE: PROFESSORES DE DUQUE BACELAR (MA) NÃO ACEITAM DURAÇÃO DE 60 MINUTOS POR AULA


Foto: diretoaoassuntocn
Os professores lotaram as dependências da Câmara de vereadores daquele município para pedir apoio aos parlamentares no sentido de resolver o impasse entre o governo local e a categoria. Os problemas vão desde o aumento da carga horária à calamitosa situação das escolas municipais. 

No que diz respeito à carga horária, os professores não aceitam a duração de 60 minutos por aula. Segundo eles, o governo estaria sacrificando a categoria e rasgando o PCCR – Plano de Cargos, Carreira e Remuneração, que estabelece vinte horas semanais para o professor, sendo 13,33 horas para as atividades em sala de aula e o restante para atividades extraclasse. 

A Secretaria de Educação determinou que fosse retirada da carga horária semanal uma aula de matemática, português, ciências e arte. Com isso estaria sendo reduzido drasticamente o número de aulas do ano letivo que é de 800 horas em 200 dias letivos, isto sem considerar que 2018 é ano de Copa do Mundo, o que pode acentuar ainda mais a queda nas horas/aula. 
Foto (Reprodução) Prefeito Jorge Oliveira e a Sec. Educação Lúcia Oliveira
Eles denunciam também a obrigatoriedade da permanência dos alunos em sala de aula até às 11h15min sem merenda escolar além das péssimas condições da maioria das escolas da rede municipal.

Na outra ponta do impasse está a Secretaria da Educação – SEMED, que estabeleceu o cumprimento da carga horária para uma hora de duração cada aula pela Instrução nº 01/2018.

Na Câmara, durante a sessão desta sexta-feira, depois que o presidente do SINPROCEM-DB, professor Francisco Cardoso (goodnight) expôs toda a problemática que resultou no impasse, os vereadores, de forma unânime, declararam apoio aos profissionais da educação.
Presidente do SINPROCEM/DB expõe problemas da categoria aos vereadores

O professor Luís Silva, que tem cargo de confiança na SEMED, usou a tribuna para defender as vinte aulas semanais para a categoria.

Confira agora o que disse cada um dos vereadores que se manifestaram sobre as reivindicações dos professores:
Foto: diretoaoassuntocn

JOSÉ DE DEUS/PDT: “ – Essa situação de sessenta minutos por aula é inaceitável!”
Foto: diretoaoassuntocn

VALTER MARQUES/PCdoB: “ – Todo o Maranhão está divergente com essa carga horária. É um acréscimo de quinze minutos! E o sindicato tem todo o direito de reclamar.”
Foto: diretoaoassuntocn

RAIMUNDINHO/MDB: “ – Que Lei é essa que prejudica as pessoas? Aumentaram a carga horária, mas não aumentaram o salário! A luta dos professores vai ser árdua para mudar essa situação. A merenda é esquecida. Até agora o gestor não fez a licitação!”
Foto: diretoaoassuntocn

CONCITA DO BODE/PCdoB “ – Seria importante a presença da secretária aqui na Câmara, para esclarecimentos”.



Foto: diretoaoassuntocn

HELOÍZO 100%/PP: “ – As lamentações dos professores são antigas e merecem ser respeitadas. Vamos procurar mediar o entendimento, mas tenho dúvida se vão obedecer. Se a secretária tem dificuldade para administrar a pasta, o governo tem que procurar outra solução. O município vivia até pouco tempo sob uma máscara, a de que os índices da educação não representavam a realidade. Como afirmar que é Feliz Quem Vive Aqui? Nestas condições...?”.

O presidente da Câmara Ocean/PDT disse ter conversado com a secretária Lúcia Oliveira e o prefeito Jorge Oliveira/PCdo, os quais, segundo ele, teriam assegurado disposição para receber a classe e discutir o assunto, tendo a Câmara como mediadora. 
Foto: diretoaoassuntocn

A reunião está marcada para terça-feira, 20, às 10 horas da manhã, na prefeitura, com a presença do prefeito, secretária de educação, um advogado e a comissão de diretores sindicais da categoria. Estamos de olho!

quarta-feira, 14 de março de 2018

PREFEITURA DE COELHO NETO (MA) DESCUMPRE A LDB E PREJUDICA ALUNOS E PROFESSORES

Foto: Reprodução (A LDB completou 22 anos)

A Prefeitura de Coelho Neto determinou à Secretaria Municipal de Educação e Cultura – SEMEC o descumprimento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB ao autorizar a diminuição da carga horária do Ensino Fundamental II que era de 800 h/aulas para 640 h/horas, distribuídas em duzentos dias letivos.

Para camuflar a sua desastrosa medida, o governo retirou da estrutura curricular da modalidade matéria importantes. Com isso a nova estrutura terá a seguinte alteração: matemática, português, ciências e arte terão uma aula a menos durante a semana. Por outro lado, o tempo de duração de cada aula passou de 50 minutos para uma hora.Com isso o Ensino Fundamental II vai perder 160 aulas/ano ferindo a LBD e sacrificando alunos e professores.
Foto:  Arquivo
A medida provocou uma reação de repúdio entre os profissionais da educação. Muitos acham que a intenção do governo é promover demissões na categoria, pois a cada seis turmas de ensino fundamental serão 2 professores a menos.

Por exemplo, na Escola Municipal José Sarney, a maior do município com 36 salas de aula, seriam 12 professores a menos. Nessas circunstâncias está evidenciada, também, as más intenções do governo. Daí a reação dos professores, que exigiram da presidência do SINTASP-MCN uma assembleia para se discutir as reações contra a desastrosa medida. 

Ontem, 13, eles se reuniram, mas a assembleia foi comandada pela categoria porque o presidente da entidade se negou a cumprir a pauta.

A revolta provocou a ausência quase que total dos profissionais da educação nas “inaugurações” de ontem, 13.

quinta-feira, 8 de março de 2018

O ADVOGADO CONTEMPORÂNEO


Não é nenhuma novidade que vivemos um mercado de trabalho altamente competitivo. Dentre as categorias de profissionais liberais, quero destacar o advogado moderno. O Brasil, segundo a OAB/RJ, possui mais de 700 mil advogados. Isso exige não apenas o exercício da função, mas a constante capacitação, apresentação pessoal ímpar e atenção às oportunidades que combinem com seus interesses pessoais.
Dr. Val Filho
A comarca de Coelho Neto possui um número considerável de advogados, todos bastante compromissados com causas das mais diversas linhas do direito. Dentre os quais, destaca-se o jovem e estudioso Dr. José Edvaldo Alves da Silva, cuja imagem pessoal se reflete na sua forma de lidar com seus clientes, uma exigência dos novos tempos dada participação mais ativa das pessoas no contexto social.
Os tempos realmente mudaram! Sabedor dos princípios que norteiam a relação advogado X cliente na contemporaneidade, Dr. Val Filho, como é popularmente conhecido nos bastidores do judiciário, sabe que tem que atuar conforme as exigências de clientes, que são basicamente atenção e compromissos maiores.
O advogado moderno precisa, também, se encontrar em um constante processo de reciclagem de conhecimentos. Muito é exigido do profissional que precisa estar em evolução contínua para manter-se no nível dos novos profissionais que ingressam com disposição e vontade de transformar o mercado.
Dr. Val Filho vive em constante busca de expansão profissional. Eis aí uma importante referência.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Os Ratos e o Poder


OS “RATOS E O PODER”
Por: Milton Vieira

O povo é o responsável
Por tudo o que acontece,
Seja de bom ou ruim
Não ver o que lhe apetece.
De si mesmo é o vilão,
Faz tudo na contramão
E por isso mesmo padece.
***
Se olharmos o município
De cima para baixo
Vamos ver um povo triste
Tal fruta podre no cacho,
A cidade desmantelada,
Os “ratos” na marmelada
Trançando o cambalacho.
***
Nunca vi noutro lugar
Proliferar tanto “rato”,
De “gabiru” a “rato-branco”
Já sabemos o relato.
Agora o “rato-girita”
Montou a sua guarita
Bem na beirada do prato.
***
São agora quatro “ratos”
Um por um vou descrever,
Que comandam a roubalheira
Fazendo o povo sofrer:
Tem a “girita-molhada”,
Dizem até que é amada
Do “girita” do poder.
***
Outro é o “rato-preto”
Que o povo tem pavor,
Se mete em tudo que é pasta
E nem pede por favor
Servidor comeu tampado
Com esse desengonçado
Humilhando professor.
***
Também tem o “rato-careca”
Que na Câmara fez trincheira,
Já provou da raticida
Ao cair na ratoeira.
Só resta ser algemado
E pela polícia levado
Direto pra “chiadeira”.
***
O “girita” chefe deles
É fácil reconhecer,
Ele tem a cabeça branca,
O bucho grande e a crescer,
Um braço quebrado ao meio
O bicho além de feio
Pisca os olhos sem querer.
***
Ao comando do “girita”,
Os quatro se articulam,
Todos com a mão-na-botija
São muitos os que manipulam.
E enquanto o povo sofre,
Eles na boca-do-cofre
Grande riqueza acumulam.
***
É o “girita” quem dar-as-cartas
Quanto ao dinheiro do povo.
Já não anda de carro velho,
Nem quer ver feijão-com-ovo.
O negócio dele é mulher,
Só come agora filé,
Só dirige carrão novo!
***
Café com bolo de puba
Os “ratos” não comem mais.
Agora é breakfast,
Geleia e sais minerais.
E assim o “rato-girita”
Abandonou a marmita,
Sua vida mudou demais!
***
Agora que ele se acha
No lugar onde queria,
E sabendo que o povo
Lhe tem grande antipatia,
Cuida só de se vingar,
Perseguir e de roubar,
Fazendo o que não devia.
***
Prometeu mundos e fundos
Pra chegar onde chegou.
Prometeu como sem falta
E como sem dúvida faltou.
Agora o “rato-girita”
Não ouve aquele que grita
Nem ver quem nele votou.
***
Prometeu fazer hospital,
Botar médico e enfermeiro.
A cidade ia pra frente
Logo no mês de janeiro!
Esse “girita” imundo
Enganou a todo mundo
Do município inteiro.
***
Jurou que ia concluir
O esgotamento sanitário,
A cidade ia ter obra
Para todo operário.
Porém, mentiu outra vez
Pois o bom que ele fez
Foi o povo de otário.
***
Optou por desprezar
Os que lhe fizeram bem.
Comprou logo um carrão
E montou o seu “harém”.
Demitiu a quem bem quis,
Fez muita gente infeliz
E não pagou a ninguém.
***
Esse tal “rato-girita”
É comparado a Caifás,
Tem a índole odienta,
É pior do que Barrabás.
Perseguidor insolente,
Um animal prepotente.
O bicho é o Satanás!
***
Enquanto isso o que se ver
É problema pra todo lado,
A cidade esburacada,
O povo desempregado.
Muitos perderam a crença,
Outro tanto na doença.
Tá tudo desmantelado.
***
Embriagado pelo poder,
No esgoto da falcatrua,
O bicho vive escondido
Sem mostrar a cara sua.
Desde que foi vaiado
Ele vive desconfiado
Temendo apanhar na rua.
***
A notícia que se tem
É que “Girita” tá aproveitando
E nas benesses do poder
De hilux viajando.
Parece mesmo bizarro,
Os “ratos” todos de carro
Na estrada lhe acompanhando.
***
Dizem que” rato-careca”
Dos quatro é o mais empolgado,
Numa calça apertadinha
Com seu jeito abaitolado
É o que chega na frente,
Sorrindo e mostrando os dentes
Pro “girita” depravado.
***
Mas, o bom de tudo isso
É que o povo se arrependeu,
Só tá esperando a hora
De dar troco a esse ateu.
Se pedir voto de novo
“Girita” vai levar ovo
Na sua cara de judeu.
***
“Acho que o que aconteceu aqui, como o que aconteceu no Brasil de uma forma geral, foi uma certa naturalização das coisas erradas, e as pessoas perderam a percepção de que elas eram coisas erradas, e deixaram de ter consciência crítica a respeito delas, e passou a ser um modo natural de se fazerem negócios e de se fazer política”. Luís Roberto Barroso – Ministro do STF.