Em Duque Bacelar, já não é mais novidade: quando o assunto é educação, a gestão do prefeito Flávio Furtado parece se especializar em repetir os mesmos erros. Desta vez, o problema voltou a bater à porta dos gestores escolares, que, em pleno início do último ciclo de avaliações do CNCA, se viram às voltas com a ineficiência do transporte escolar.
A prova, que deveria servir como ensaio para avaliações de maior peso, como o SAEB e o SEAMA, começou sob o velho enredo: ônibus quebrado, estudantes prejudicados e gestores tentando resolver o que a prefeitura insiste em empurrar para debaixo do tapete. “Hoje estamos iniciando nossas avaliações e com nenhuma novidade: problema no ônibus, esse que faz rota até o Tabuleiro”, desabafou um gestor.
O curioso é que a palavra “novidade” já soa como ironia. Afinal, em Duque Bacelar, escândalos e problemas na educação viraram rotina tão comum quanto o toque da sirene escolar. De merenda precária a transporte ineficiente, a sensação é de que nada mais surpreende — nem mesmo o silêncio ensurdecedor da gestão diante das denúncias.
No cenário em que professores e diretores lutam para manter a seriedade do trabalho pedagógico, o transporte escolar enguiçado acaba se tornando o retrato fiel de uma administração que, ao que tudo indica, prefere andar de ré quando o assunto é compromisso com a educação.


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